quinta-feira, 6 de outubro de 2011

OPINIÃO

    
PERCEBA


     Assim como diz Maquiavel, "Porque a todos é concedido ver, mas a poucos é dado perceber. Todos vêem o que tu aparentas ser, poucos percebem aquilo que tu és.", é preciso mais do que enxergar para ver.
     A situação é corriqueira mas a mensagem, profunda. Uma deficiente visual com sua bengala atravessando a linha de trem guiada e acompanhada por seu filho, ainda criança. Nada demais, portanto. Terminado o trajeto, ela pergunta ao menino se já havia passado da linha, ao que ele respondeu negativamente. E ela surpresa, questiona: "-Você não viu?". Ele olha para trás e confirma já ter passado.
     A mãe do garoto não usou a luz para ver as cores, as linhas, ou ainda as formas materiais, e assim, enxergar a linha férrea. Mas, ao pisar, sentiu os trilhos, ouviu os comentários dos passantes e reconheceu, pelo movimento de seu corpo, o zigue-zague da área de travessia!
     Para ver é necessário mais do que reconhecer com os olhos. Há que sentir, perceber e isso não é possível apenas com a visão. A experiência, os conhecimentos adquiridos e a sensibilidade dessa mulher foram mais precisos do que os olhos saudáveis de seu filho, ainda sem referências.
     Por isso, não se apegue à matéria, ao corpo carnal, às convenções, aos rótulos, à idade... As pessoas são muito mais do que tudo isso junto. E quando algo falta por exemplo, a visão, o organismo redistribui a função para o resto do corpo todo. Isso acontece pois somos mais do que apenas uma parte do corpo.
     Portanto, não veja apenas com os olhos, perceba com todo o seu ser. Use tudo o que você possui plenamente para ver como a deficiente visual e não como o menino, que confiando apenas nos sentidos, "viu errado" por não estar atento. Perceba!
     Do dicionário, "Perceber: apreender pelos sentidos, pela mente; formar idéia de; notar. Compreender bem; atinar com.". Diante dessa sutileza, pude aprender o significado de "ver".

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

ENTREVISTA

Show de lançamento do Cd "Luciana d'Avila - ao seu lado" em Juiz de Fora!!!

Dia 17/09 (sábado) às 21:30 no Victory Lounge Victory Business Hotel - Independência, 1850 - São Mateus.
Em entrevista concedida por e-mail Luciana d'Avila, cantora e jornalista, define a arte de cantar como "expressão de sentimentos". (Conheça o trabalho no vídeo:)



Mineira de Ubá, ela canta desde criança "desde muito nova já cantava com meus pais; aos 8 anos eu já fazia parte de um coral da escola em que estudei por muitos anos - Coral Anglo regido pelo Maestro Marum Alexander".

Não é por acaso que esse show vai acontecer aqui. Ela tem uma relação com a cidade - "morei em Juiz de Fora em 2001, onde cursei o 3º ano científico".

Com 13 anos de carreira faz seu primeiro show na cidade para apresentar a primeira gravação; a qual ela nos apresenta "é o meu primeiro cd profissional, produção independente; 13 faixas, sendo 8 composições próprias com arranjos belíssimos feitos pela minha irmã Ana Carolina d'Avila, e 5 regravações (Minha fé - Lucina e Zélia Duncan, com participação especialíssima de Lucina; Qualquer coisa - Caetano Veloso; Esquadros - Adriana Calcanhotto; Linha de passe - João Bosco, Aldir Blanc e Paulo Emílio; e Agora só falta você - Rita Lee e Luiz Sérgio). Tive a participação de pessoas especialíssimas: Ana Carolina d'Avila, Juliana d'Avila, Danilo d'Avila, Leco Carvalho, Aldair Ribeiro, Maria Clara Valle, Léo de Freitas e Luciano Câmara.".
 Perguntada sobre o que ela ouve, quem influencia seu trabalho ela citou "ouço muito Zélia Duncan, Paulinho Pedra Azul, Chico Buarque, Marisa Monte, Lucina...etc...ouço grandes nomes da música popular brasileira. Influências? Zélia Duncan, Adriana Calcanhotto...".
O repertório do show terá "todas as músicas do cd e algumas surpresas" e quanto ao que o público pode esperar Luciana respondeu "deixo por conta deles...rsrsrsrs...eu, espero que eles gostem e sinto a felicidade que tenho em estar aonde estou".
Questionada sobre a questão paradoxal de a internet ao mesmo tempo ajudar na divulgação dos novos artistas mas atrapalhar com a propagação da pirataria desrespeitando os direitos autorais ela respondeu "não podemos controlar os meios de comunicação, precisamos fazer a nossa parte".

Ela deixou uma mensagem para quem quer começar a carreira de cantor: "sonhar é preciso...acreditar também. Sonhe, lute, realize. Nada é impossível quando se tem amor, dedicação, satisfação, prazer no que se faz. Saiba transmitir, saiba se permitir"

BOM SHOW A TODOS!

Cd "Luciana d'Avila - ao seu lado"

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Facebook: Luciana dAvila Cantora

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domingo, 28 de agosto de 2011

AUDIOVISUAL

RESENHA DE FILME

Ouse, crie sua Vida - não sobreviva...
Assisti hoje “Um Homem Sério - Uma pessoa capaz de tudo para sobreviver” e vim trazer a reflexão do filme para a vida.






Quem nunca passou por uma situação conflitante sem compreendê-la e nem saber como agir? Como canta Jefferson Airplane em "Somebody to Love" música tema do filme, "quando a verdade se revela mentira, toda alegria interior se vai".
Um professor universitário de física nos mostra através de fatos tristes e trágicos de sua vida, que ninguém tem as respostas para os dilemas pessoais a não ser você.
Dois postulados físicos são usados para embasar o filme buscando encontrar sentido para as dúvidas existenciais/filosóficas/religiosas do protagonista.
Foi citado o “Paradoxo do gato”, proposto por Schrodinger, segundo o qual se você observar o todo de uma situação terá apenas uma estado - gato vivo ou morto, mas para quem analisa quanticamente verá um momento de transição em que se encontram partes vivas e mortas ao mesmo tempo.
Este segundo estado é o que nos caracteriza. Desde que nascemos quem nos vê apenas diz que estamos vivos, mas metabolicamente morremos a cada dia.
É possível detectar isso na vida do protagonista que não percebia os detalhes de sua realidade, somente o todo. Ele não sabia o que se passava em sua vida. Não tinha noção das sutilezas. Não percebia as mudanças que ocorriam e nem participava delas. Estava fora da caixa olhando o experimento.
Quantos de nós passamos por isso? E por falta de sensibilidade em não olharmos a dualidade de cada experiência. Até que algo acontece e nos tira do lugar, nos assusta, faz nos conhecer a realidade das coisas...
A vida é feita de momentos que se transformarão em fatos. É micro e macro ao mesmo tempo. Mas acontece aos poucos, no dia - a - dia, na construção individual. Se for observada de fora, está nos fatos e, de dentro, nos momentos ambos sendo compartilhados no Universo.
Isso fica evidente numa frase do protagonista a um aluno: “Nem eu entendo o paradoxo do gato, são parábolas para vocês entenderem a matéria. Só dá para entender as coisas com a matemática”. Realmente ele não compreendia. Via as coisas somente de fora. Mas o caminho é dentro!
Diante de tantas catástrofes e acontecimentos inesperados, ele diz em uma de suas aulas: “Nunca temos certeza de nada” enquanto explica o Princípio da Incerteza de Heisenberg. Somos dinâmicos enquanto partícula e todo. O Universo está constantemente mudando e não há como prever tudo: posição, massa e velocidade, sem interferir no processo a fim de descobrir esses valores. Ou seja, nunca saberemos tudo que acontece numa situação por ela ter várias facetas.
Criamos em conjunto com o Universo e em interação com as outras criaturas, mas não temos como controlar todas as partículas e movimentos e pessoas e ações e acidentes e incidentes. Tudo na vida parte do autoconhecimento e da criação mental do individual para o todo. E depende também da posição: dentro ou fora da caixa(situação).
Como base para o roteiro, os irmãos Coen usam o drama de uma família típica de classe média americana, aqui estamos falando da década de 70 em que a rotina dessa família é o centro da história. É Uma comédia de humor negro ambientada em 1967, dentro de uma família judia, e centrada na vida de Larry Gopnik, um professor que leciona física na Universidade Midwestern, e vê sua vida desmoronar quando sua esposa Judith anuncia que quer o divórcio e que está apaixonada por um de seus amigos, Sy Ableman. (Ableman= homem hábil, respeitado, bem sucedido em oposição ao protagonista).
Lawrence ambiciona principalmente ser considerado um “homem sério” por seus pares, o que torna seu “rival” ainda mais irritante em função de sua postura de superioridade, sua enunciação impecável e cuidadosa e, claro, seu status diante da comunidade.
Larry Gopnik (Michael Sthulbarg), que vive uma vida perfeitamente linear, com mulher e filhos, vê sua trajetória mudar devido a uma série de acontecimentos estranhos. Sua vida desmorona, com requintes de crueldade Além do trabalho, tem problemas também em casa. E seu casamento acaba numa conversa tão bizarra quanto cruel, deixando o homem em crise de fé e identidade.
É um retrato fabuloso de um sujeito que, criado para ter a Fé como norte, finalmente passa a questionar os desígnios divinos diante de tantas adversidades.
Portanto, o roteiro nos apresenta o ansioso Lawrence que, prestes a conseguir uma sonhada estabilidade na faculdade em que leciona, vê seu mundo desabar em função de uma série de pequenos e grandes desastres: sua esposa pretende se divorciar para se casar com outro homem; seus superiores vêm recebendo cartas anônimas ao seu respeito e que podem ameaçar seu emprego; um aluno ameaça denunciá-lo por extorsão; seu irmão mais velho parece decidido a morar para sempre na sala de sua casa; seu vizinho insiste em roubar parte de seu terreno; e um certo “clube do disco” passa a cobrar várias e caras mensalidades por um serviço que ele não assinou.
Assim, mesmo enquanto ensina o paradoxo de Schrödinger, o professor mergulha em questões puramente metafísicas, como a natureza de Deus (ou HaShem) e os obstáculos que este coloca no caminho daqueles que quer testar – e, neste caso, o judeu se mostra um autêntico Jó.
Ele é o cara que vive bem sua vida hermeticamente perfeita. E aí surgem os pontos de conflito do filme, que são muito bem trabalhados por um roteiro, que nunca perde o fio da meada das cenas. As situações na vida de Larry vão acontecendo de forma que ninguém acredita e nem ele próprio, mesmo sendo problemas típicos que podem acontecer com qualquer um, já que vão se acumulando de forma sucessiva e virando uma bola de neve da qual ele não sabe como se desvencilhar.
O filme faz rir pelo ridículo de várias situações, mas não tem uma piada sequer. Impagável, por exemplo, é a busca de Gopnik por orientação religiosa dos rabinos de sua cidade, não identificada, do estado de Minnesota: um deles, por exemplo, jovem, usa um discurso típico de auto-ajuda.
“O que eu fiz para merecer isso?" é a pergunta retórica que todo mundo se faz em períodos de provação. Mas para ele não. Como leciona física, com inclinações matemáticas, na cabeça do professor todo efeito teve antes uma causa. Ele passa todo Um Homem Sério formulando-a para si mesmo, para seu advogado, para os rabinos da comunidade, para os céus. Mas quanto mais questiona mais apanha.
Talvez seja, portanto, o primeiro herói tragicômico dos Coen a buscar solução para seu dilema não com reações, mas refletindo sobre a ação que desencadeou todo o processo - uma reflexão que tem tudo a ver com o momento de crise dos EUA (a bandeira na tempestade no final do filme não poderia ser mais clara). "Tudo é matemática", diz Larry, como se falasse de macroeconomia. Lembrando que o caos também é um conceito matemático. Numa leitura politizada, em sintonia com a referência que os diretores fazem à crise econômica, tradição judaica se mistura com tradição americana. E soa lição de moral.
Ainda que sirvam de piada ao longo do filme, conceitos judaicos absolutamente abstratos como tradição e fé (livros na estante, cerimônias, acúmulos de histórias) terminam enaltecidos. "Por favor aceite o mistério", diz a certa altura o sul-coreano ao judeu matemático.
Ele procura ao longo da história vários conselheiros da religião que não tem respostas consistentes sobre nada. E deixa a mensagem : Ninguém sabe nada. Sejam criativos. Criem e ousem porque seguindo ou não o que é dito correto todos vão para o mesmo caminho, terão o mesmo fim. Mas “Aceite tudo que acontece em sua vida com simplicidade”.
No fim, o filme aponta para a idéia de que não temos certeza de nada e de que tudo muda o tempo todo, com a suposição de uma doença seguida na história, por um tufão - catástrofe na cidade, ou seja, não adianta ser simplesmente um homem sério e seguir a religião como ele judaico, que seguia os mandamentos, fazia. Ninguém sabe o que irá acontecer nos próximos momentos.
Podemos interagir bem com tudo que nos acontece. E seguir o caminho “do bem” mesmo não satisfazendo as expectativas dos outros - aqueles que assumem uma posição de certeza, controle e retidão realmente impossíveis - o tempo todo. Para isso, o ideal é autoconfiança e usar a criatividade em momentos decisivos e nas escolhas da vida.
Mestres em estabelecer o universo de seus personagens através dos diálogos, os irmãos Coen usam a cultura hebraica nas construções de frases atípicas e, assim, quando ouvimos Judith explicar para o marido que “sem o gett, serei uma aguna”, podemos até não conhecer o significado exato das palavras, mas compreendemos exatamente o que querem dizer e – mais importante – o que representam para a personagem.
Da mesma forma, a insistência de Lawrence em protestar por “não ter feito nada” para merecer tantos problemas é algo que aponta não só para seu sentimento de que tudo ocorre como conseqüência de algo (uma filosofia que ele manifesta abertamente para seu aluno Calvin), como também para sua absoluta passividade diante da vida – algo que o leva ao absurdo de se oferecer para chamar a esposa quando o amante desta o visita e que leva Judith ao ponto de condená-lo por se irritar ao descobrir a traição.
A direção comanda Um Homem Sério com uma precisão invejável: cada plano, cada close, cada inclinação de quadro traz um propósito claro – puro “rigor visual” Ainda assim, é impossível não notar, por exemplo, o cuidado no trabalho com os figurinos (como na cena no restaurante, em que Judith e Sy usam roupas quadriculadas que ressaltam sua cumplicidade e excluem o triste Lawrence e seu terno sem vida) ou a utilização magnífica das músicas incidentais (entre as quais se destaca, claro, “Somebody to Love”, do Jefferson Airplane).
O soberbo design evidencia apuro ao enriquecer aquele universo através de detalhes como o tilintar do gelo num copo, o mergulho ritmado de um saquinho de chá numa xícara ou o ruído crescente do fogo na lareira para ressaltar a tensão, durante a cena de abertura. Como se não bastasse, a escolha do elenco continua a ilustrar a sensibilidade particular dos cineastas, já que cada rosto parece ter sido construído especialmente para o filme.
Vale ressaltar ainda, a bela atuação de Michael como um Larry afundado em seus problemas, com seus óculos característicos e suas contas. Ah, as contas, a física e a matemática, uma metáfora perfeita para o falso controle sobre a própria vida.
Além disso, a direção de arte é excelente, não apenas por conseguir retratar a década de 70, mas por se conectar ao fluxo de acontecimentos do filme. As casas e salas são organizadas de maneira obsessiva, limpas e bem formadas. Só se alteram de acordo com o roteiro, com o que a história clama para ter em cena. A câmera é lenta e deixa ótimas lacunas para o espectador, mas em momento nenhum torna o filme chato.
Divertido, melancólico e angustiante, Um Homem Sério traz o fato de que ninguém jamais poderá ter certeza sobre a existência ou não de Deus, e nem mesmo acerca de seu próprio destino ou daquilo que acontecerá no segundo seguinte, ainda que se esforce ao máximo para ser o “homem sério” que considera como um modelo a ser seguido.
Embora não perceba, todo homem é, o gato de Schrödinger – dual enquanto ser vivo e social e, - vivendo o Princípio da Incerteza de Heisenberg.

Veja o trailer de "Um homem sério" Assista cenas

Informações Técnicas
Título no Brasil: Um Homem Sério
Título Original: A Serious Man
País de Origem: EUA / Reino Unido / França
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 106 minutos
Ano de Lançamento: 2009
Estréia no Brasil: 19/02/2010
Site Oficial:
Estúdio/Distrib.: Universal Pictures
Direção: Ethan Coen / Joel Coen

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

REPORTAGEM

Exposição "História em Quadrões" Pinturas de Maurício de Sousa

Nunca vi nada igual. Filas, corredores cheios, dificuldade para fotografar e muitas crianças...
O idealizador da exposição é Mauricio de Sousa que fez uma releitura de grandes obras da pintura mundial usando seus personagens da "Turma da Mônica".
Perfeito. Além de fascinante por trazer o mundo infatil para um universo adulto, foi uma forma de popularizar as artes plásticas e levar as crianças para este ambiente.
O Museu de Arte Murilo Mendes (Mamm) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) preparou um coquetel para a abertura da exposição que contou com a presença de seu idealizador.
O desenhista foi super simpático e atencioso, autografou e tirou fotos com todos, além de atender a imprensa.
As obras são encantadoras tanto pela qualidade quanto pela criatividade e ainda contam com o toque infantil da "Turma da Mônica". Vale a pena prestigiar!!!

"Mauricio dedicou-se a essa produção dos quadros e esculturas a partir de 1989. A proposta é estimular crianças e jovens a visitarem os museus para aprender sobre os grandes mestres das artes e, ao mesmo tempo, divertir-se . Assim, Mônica, Cebolinha, Chico Bento, Cascão e Magali, ao lado de outros tantos personagens do desenhista, fazem poses famosas numa alusão a importantes criações da história das artes plásticas.

Leonardo da Vinci, Michelangelo, Monet, Van Gogh e Portinari: Mauricio de Sousa voou longe e trouxe 22 obras, entre pinturas (acrílica sobre tela) e esculturas, nas quais seus personagens parodiam grandes ícones da história da humanidade. Todos estão expostos na galeria Convergências do Mamm."

"De quadrinho em quadrinho, Mauricio criou “Quadrões”. Quem for ao Mamm vai conferir, entre muitas obras, Mônica imitando a expressão secular e enigmática de “Monalisa”, de Leonardo da Vinci, exibindo os dentes carismáticos da personagem. Os visitantes conferem ainda a obra do holandês Rembrandt, que, na visão do cartunista, se transforma em “A Lição de Anatomia do Dr. Franjinha”, no qual os olhos atentos (e enormes) de toda a turma debruçam-se sobre o coelho Sansão.

A mostra traz ainda referências a Jacques-Loius David (“A Consagração do Imperador Napoleão I” /”A Consagração do Imperador Cascão”), Portinari (“O lavrador de Café” / “Chico Lavrador de Café”) e Renoir (“Rosa e Azul” / “Magali e Mônica de Rosa e Azul”).

Dentre as quatro esculturas que compõem a mostra, uma referência a uma das mais famosas obras esculpidas da história, “O Pensador”, de Auguste Rodin, na pele de ninguém menos que Cebolinha (“O Pensador de Planos Infalíveis”). O personagem ainda dá as caras como “Cebolinha Davi”: uma alusão à escultura criada por Michelangelo (“Davi”). Enquanto isso, do lado das meninas, Magali é “Vênus de Milho” (“Vênus de Milo”) e Mônica é uma das bailarinas de Edgar Degas.

A exposição fica em cartaz até 11 de setembro e pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 10h às 18h, e aos sábados, domingos e feriados, das 13h às 18h.

O Mamm fica localizado na Rua Benjamin Constant 790, região central da cidade.

Outras informações: (32) 3229-9070 (Mamm)

www.ufjf.br/mamm"