A violência psicológica e seus atores
Fora a violência em casa! Fora a violência das palavras!
A violência psicológica, seja doméstica ou no trabalho, é um mal que vem destruindo vidas, carreiras e sonhos de futuro. Principalmente para aqueles que, assustados, não lutam por seus direitos. Tudo isso é caracterizado pela baixa autoestima do agredido, que sofre com a violência praticada por alguém que se intitula melhor e se sente bem em diminuir os outros.
Em casa, o que se passa fica velado e protegido e nesses ambientes, com pouco contato externo, as maiores agressões são cometidas, na certeza de que poucos saberão o que realmente ocorre. Por isso, a denúncia se faz necessária. Não há como prever crimes. A vítima deve se sentir merecedora de reparo, correção e responsabilização dos criminosos e denunciar sempre que for agredida verbal ou fisicamente, em locais fechados ou abertos.
A Lei Maria da Penha em sua abrangência prevê que ao denunciar as primeiras formas de abuso através de termos pejorativos, torna-se possível evitar as violências físicas e até os óbitos. Para tanto, exige-se a coragem e vontade de fazer justiça por parte de quem foi desmerecido e desrespeitado enquanto pessoa.
Os danos psicológicos são percebidos nas pessoas violentadas psicologicamente através de traumas, neuroses subsequentes ocasionadas pelos maus tratos, e há pessoas que perdem inclusive seus empregos e até desistem de seus projetos, em casos extremos. Tudo para que indivíduos egoístas, escórias da sociedade, façam valer suas vontades mesmo desrespeitando as capacidades e potenciais alheios.
No ambiente de trabalho esses criminosos se escondem em cargos ou hierarquias superiores para "tirar vantagens", diminuir ou apenas exercer algum controle sobre pessoas que precisam do emprego.
Nas casas, geralmente o criminoso tem perfil controlador e não aceita ser contrariado. Para tentar manter seu domínio, como se isso fosse possível, a pessoa tenta categorizar, desmerecer e diminuir quem não se encaixa no perfil inventado por ela.
Nas relações, vemos a violência em preconceitos por idade, cor, orientação sexual, salário, aparência, entre outras categorias usadas para segmentar e excluir pessoas. Sempre usando critérios de comparação tipo melhor/pior. Esses sociopatas inventam regras e critérios para os outros seguirem e se adequarem. Quando não atendidos, ofendem, questionam capacidade, moralidade, e até mentalidade de quem eles violentam.
Por isso, ainda que esses indivíduos queiram se achar melhor em algo, os limites devem ser colocados. Todos podem discordar mas devem respeitar opiniões divergentes uma vez que ninguém veio ao mundo agradar quem quer que seja. Afinal, todos tem seus direitos civis, que se desrespeitados dão espaço para a responsabilização de quem extrapola o limite alheio.
Com isso, quem comete violência psicológica seja doméstica ou no trabalho, escola, etc.,merece punição condizente com o mal gerado, prevista na Lei Maria da Penha. Pois quem sofre a violência merece proteção contra ofensas, humilhações, críticas, questionamentos da capacidade, deboches, preconceitos, maus tratos, e toda a gama de desrespeitos que depreciam um indivíduo. Isso é inconstitucional e cabe leis própria para tratar disso.
Fora os violentos! Suas palavras machucam mas a lei pune vocês!
Denuncie os violentos. Não tenha medo de contar o mal que ocorre nas casas "de família" e em ambientes fechados, pois só assim tornando públicos os fatos é que os criminosos saberão que há limites para a impunidade de seus crimes.
Falar o que ocorre com outras pessoas também ajuda para que que se busque a coragem e autoestima necessárias para denunciar quem faz mal. Porque ao expor o agressor da violência, este fica sem forças para cometer novos crimes sob pena de ser criminalizado, punido ou exposto ao conhecimento do público.
Não proteja o criminoso, proteja a si mesma denunciando quem te agrediu com palavras ou golpes.
Você define o que merece. Coloque limites em quem te faz mal sem medo de atrair algo muito melhor. Só assim, esses seres menos evoluídos, que se encontram entre nós, aprenderão a respeitar o direito dos outros de serem quem são.