Texto atual e propício ao momento da discussão de gênero, a leitura de hoje foi bem elucidativa sobre como o Rádio, veículo inicialmente educativo, se manteve em locais pouco assistidos, como ferramenta de mobilização e engajamento.
A autora cita casos de participação feminina no rádio através de rádios comunitárias e associações de mulheres que usam essa ferramenta para permitir a expressão delas num ambiente machista que é o Radialismo na Comunicação.
A AMARC Brasil disponibiliza espaço, capacitação e encontros para união e geração de debates em torno do machismo na área.
Muitos resultados foram atingidos através de programas como as três experiências radiofônicas femininas citadas no artigo: a dos programas Palavra de Mulher e Voz da Mulher, da Rádio Educadora e Rádio Difusora de Goiânia, no Estado de Goiás; e o Vida de Mulher, da Rádio Comunitária Independência, no interior do Ceará.
Uma interessante questão abordada é a utilização deste veículo em locais em que as pessoas não são alfabetizadas porque privilegia a oralidade sendo, portanto, um meio inclusivo e de amplo e fácil acesso.
O que chama a atenção é a iniciativa partir justamente fora dos grandes centros onde há maior alcance da indústria cultural. Fora deles surge a necessidade de criação de meios de expressão e comunicação eficazes e adequados à realidade local.
O que essas mulheres buscam é mais do que um programa de rádio, é o direito à Comunicação. Poder se expressar e dizer por si mesmas. Como no artigo "Porém ao perder o medo de se expressar, as meninas - lembra Mata (MATA, Maria Cristina (coordenadora). Mulher e rádio popular, 1998, p. 13.) - vão "se descobrindo enquanto agentes de transformação social, não esperando que outros tomem a palavra em seu lugar". Esse exercício da palavra própria representa uma construção cultural da identidade de gênero no espaço público, operando transformações. A primeira delas advém do poder da linguagem."
É o veículo Rádio a favor da democratização do poder da linguagem, mais uma de suas possíveis atribuições.
Artigo Disponível em: http://www.usp.br/alterjor/ojs/index.php/alterjor/article/viewArticle/aj3-a1







































