sábado, 9 de maio de 2015

OPINIÃO

A violência psicológica e seus atores

Fora a violência em casa! Fora a violência das palavras!

  A violência psicológica, seja doméstica ou no trabalho, é um mal que vem destruindo vidas, carreiras e sonhos de futuro. Principalmente para aqueles que, assustados, não lutam por seus direitos. Tudo isso é caracterizado pela baixa autoestima do agredido, que sofre com a violência praticada por alguém que se intitula melhor e se sente bem em diminuir os outros.
   Em casa, o que se passa fica velado e protegido e nesses ambientes, com pouco contato externo, as maiores agressões são cometidas, na certeza de que poucos saberão o que realmente ocorre. Por isso, a denúncia se faz necessária. Não há como prever crimes. A vítima deve se sentir merecedora de reparo, correção e responsabilização dos criminosos e denunciar sempre que for agredida verbal ou fisicamente, em locais fechados ou abertos.
  A Lei Maria da Penha em sua abrangência prevê que ao denunciar as primeiras formas de abuso através de termos pejorativos, torna-se possível evitar as violências físicas e até os óbitos. Para tanto, exige-se a coragem e vontade de fazer justiça por parte de quem foi desmerecido e desrespeitado enquanto pessoa.
  Os danos psicológicos são percebidos nas pessoas violentadas psicologicamente através de traumas, neuroses subsequentes ocasionadas pelos maus tratos, e há pessoas que perdem inclusive seus empregos e até desistem de seus projetos, em casos extremos. Tudo para que indivíduos egoístas, escórias da sociedade, façam valer suas vontades mesmo desrespeitando as capacidades e potenciais alheios.
   No ambiente de trabalho esses criminosos se escondem em cargos ou hierarquias superiores para "tirar vantagens", diminuir ou apenas exercer algum controle sobre pessoas que precisam do emprego.
   Nas casas, geralmente o criminoso tem perfil controlador e não aceita ser contrariado. Para tentar manter seu domínio, como se isso fosse possível, a pessoa tenta categorizar, desmerecer e diminuir quem não se encaixa no perfil inventado por ela.
  Nas relações, vemos a violência em preconceitos por idade, cor, orientação sexual, salário, aparência, entre outras categorias usadas para segmentar e excluir pessoas. Sempre usando critérios de comparação tipo melhor/pior. Esses sociopatas inventam regras e critérios para os outros seguirem e se adequarem. Quando não atendidos, ofendem, questionam capacidade, moralidade, e até mentalidade de quem eles violentam.
  Por isso, ainda que esses indivíduos queiram se achar melhor em algo, os limites devem ser colocados. Todos podem discordar mas devem respeitar opiniões divergentes uma vez que ninguém veio ao mundo agradar quem quer que seja. Afinal, todos tem seus direitos civis, que se desrespeitados dão espaço para a responsabilização de quem extrapola o limite alheio.
   Com isso, quem comete violência psicológica seja doméstica ou no trabalho, escola, etc.,merece punição condizente com o mal gerado, prevista na Lei Maria da Penha. Pois quem sofre a violência merece proteção contra ofensas, humilhações, críticas, questionamentos da capacidade, deboches, preconceitos, maus tratos, e toda a gama de desrespeitos que depreciam um indivíduo. Isso é inconstitucional e cabe leis própria para tratar disso.
    Fora os violentos! Suas palavras machucam mas a lei pune vocês!
   Denuncie os violentos. Não tenha medo de contar o mal que ocorre nas casas "de família" e  em ambientes fechados, pois só assim tornando públicos os fatos é que os criminosos saberão que há limites para a impunidade de seus crimes.
    Falar o que ocorre com outras pessoas também ajuda para que que se busque a coragem e autoestima necessárias para denunciar quem faz mal. Porque ao expor o agressor da violência, este fica sem forças para cometer novos crimes sob pena de ser criminalizado, punido ou exposto ao conhecimento do público.
   Não proteja o criminoso, proteja a si mesma denunciando quem te agrediu com palavras ou golpes.
  Você define o que merece. Coloque limites em quem te faz mal sem medo de atrair algo muito melhor. Só assim, esses seres menos evoluídos, que se encontram entre nós, aprenderão a respeitar o direito dos outros de serem quem são.














quinta-feira, 30 de abril de 2015

OPINIÃO

A violência psicológica intrafamiliar praticada por mulheres

Quem é a sogra má? Porque ela é violenta?

A verdadeira questão é: porque as próprias mulheres perpetuam os discursos que as prejudicam?

Vemos uma irmã diminuindo a outra, a sogra tratando mal a nora, a colega de trabalho critica "como homem" e  a "amiga" fala da roupa da outra e ainda a deprecia.

Sabe aquela mulher que te hostiliza e vê defeitos em tudo que você é e faz?

Aquela mulher que te trata com deboches e preconceitos?

Aquela pessoa que te considera inadequada para o filho dela por não estar no padrão de cobrança que ela sustenta?

Essa mulher má é aquela que foi padronizada, cobrada e que hoje se mantém num casamento por não ser independente. Não que ela não queira sair de sua péssima condição. Mas na época dela o casamento era para sempre.

Minha avó nem o marido escolhia, era a família quem o fazia. A mulher tinha que ter muitos filhos e não podia se divorciar ela era treinada e preparada para ser boa esposa e boa mãe e não tinha valor enquanto pessoa. Era referenciada como esposa ou mãe de alguém.

Já minha mãe podia escolher o parceiro mas tinha tempo-limite para casar, tinha que ser bonita pois com melhor aparência ela tinha mais opções e, se ainda fosse prendada, era considerada perfeita para o casamento. A escolha do homem não era por afinidade e nem por amor. Ele tinha que ser um bom partido. Quem "passava da idade" para casar ficava para "titia". Quanta violência... Daí ela era vista com desconfiança: E tratada com frases pejorativas, como por exemplo: "Xiii se não casou ainda não deve ser boa pessoa. Nenhum homem quis ela, coitada!" A identidade e o valor da mulher estavam associados à "capacidade" de atrair e de se relacionar com um homem.

Quem foi cobrada dessa forma, tendo valor apenas se tivesse um homem, não valoriza a si mesma e nem compreende que as mulheres de hoje podem escolher seus parceiros, a profissão, a hora de casar, de transar e são valorizadas por si mesmas. Não são preparadas para o casamento, mas sim para a vida.

Nós temos a sorte de poder viver aquilo que elas não puderam. Podemos casar por amor, dividir as contas e as tarefas domésticas. Não precisamos saber cozinhar ou ser boas costureiras para dar amor a quem amamos. Dividir a vida com alguém não é mais sinônimo de ser empregada doméstica sem salário.

As mulheres de gerações anteriores são violentas a ponto de violentarem a si mesmas mantendo casamentos de fachada, que usam como desculpa para cuidar dos filhos, mas que na verdade, é para garantir o sustento. Quão deprimente é isso para a condição humana. Afinal, se o casamento era para sempre e o homem era o provedor, como agora encarar o mercado de trabalho? Sim, é cruel! Mas ainda pior e se sujeitar a isso e não reconhecer o seu potencial e valor como pessoa.

Não é contra uma mulher a violência, é contra a quebra de uma ideologia tipicamente machista e capitalista que tem como principais agressoras as próprias violentadas. Quem sofreu a violência primeiro, a reproduz com a geração seguinte questionando a liberdade conquistada.

As feministas são o oposto disso. Mas não acredito em 8 ou 80. Não adianta ser submissa e empregada nem tão pouco uma classe reclamando direitos. Elas reclamam a liberdade que não tiveram e buscam direitos que melhoram a nossa vida. Mas também exageram por chegarem a cometer a mesma violência com os homens.

Já as mulheres antigas, nos atacam pois representamos o que elas queriam e não puderam fazer. Nós podemos lutar pelos direitos, namorar homens mais novos, não ter filhos, trabalhar, votar, casar mais tarde ou nem casar. Entenda que elas não puderam pois ficariam marcadas e estigmatizadas. Infelizmente elas estão presas na ideologia e nas relações machistas, algumas apanhando, várias se sujeitando a humilhações por não ter onde morar ou como se sustentar.

Quanta autoestima destruída. Lutemos pelas mulheres! Se tem alguém que pode mudar esse conceito somos nós as mulheres livres de agora. E você pergunta, como?

Ao colocar limite no preconceito delas (nas senhoras que reproduzem o preconceito de suas épocas);

ao colocar a elas seus direitos (ajudando-as inclusive a se libertarem e viverem melhor);

ao promover as políticas públicas que nos protegem (sabemos pouco do que podemos e de nossos direitos);

ao questionar e levar à reflexão todas as gerações mostrando o benefício de ser livre. E, com isso, trazer as soluções para o dia-a-dia.

Precisamos descobrir como acabar com essas ideias que limitam a felicidade e a vida das mulheres e que elas mesmas propagam dentro de seus lares e nas relações intrafamiliares, domésticas e de trabalho. Falta discussão, respeito, questionamento e garantia dos direitos.

As ideias ultrapassadas geraram infelicidade e menos possibilidade de vida, mas que isso não nos tire a capacidade de sermos mulheres cada vez mais livres e femininas que podem viver e aproveitar o que há de melhor na vida agora.

Podemos ser femininas, ter nossos direitos garantidos e continuar convivendo com os homens em relações de boas trocas e respeito mútuo.

Mas caso isso não aconteça de modo natural podemos fazer valer nossos direitos. Afinal, somos livres!

segunda-feira, 9 de março de 2015

TÉCNICA DE ÁUDIO E LOCUÇÃO


Projeto Rádio Universitária - Aprovação!

Muito obrigada!  Uhulll fechei a provaaaaa

É com gratidão e amor pelo Radialismo e pelo Jornalismo que agradeço a oportunidade de estudar e trabalhar com o que amo.

Uma bolsa de treinamento profissional permite-nos aprender fazendo, praticando o que amamos fazer...

Depois de um ano de dedicação e aprendizado quando pude me dedicar, estudar, aprender com os colegas de bolsa, os técnicos, e com os livros e artigos, ficou evidente que teoria e prática fazem um bom jornalista e, no rádio, principalmente.

Depois de um ano de dedicação ver agora mais uma aprovação com o reconhecimento de meu estudo e esforço é emocionante.

Não fui às lágrimas mas perdi a voz.... hehe

Não esperava tanto, estudei e treinei por amor e me dedicarei ainda mais agora para ser uma profissional completa sempre aliando teoria e prática.

Primeiro lugar e nota máxima numa bolsa com um dos melhores professores e meu ídolo tanto como profissional, professor pois ele é exemplo de quem ensina e mostra como faz, é tudo de bom...

Trabalhar com Márcio Guerra é uma honra a gente aprende muito mais do que a matéria, treina mais do que a prática pois ele, além de tudo, é muito humano.

E ainda assim treinamos muito e fazemos bem feito porque ele cobra qualidade, mas ele sabe do que fala e ensina o que sabe fazer.

Muito feliz com o reconhecimento do meu esforço e com a oportunidade de trabalhar mais um ano com o que amo fazer....

.... Rádio!

Muito obrigada Márcio Guerra pela oportunidade.