quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

FORMATURA - O FINAL DE UM CICLO

Ouvindo Roberto Carlos "Se chorei ou se sorri o importante é que emoções eu vivi" me dei conta do fim de um ciclo em minha vida que teve como pano de fundo esta trilha sonora.

Formatura - o final de um ciclo!

“Não é preciso jurar, não é verdadeiro jurar, muitas vezes as palavras tornam-se hábeis instrumentos do poder. Prometerei não jurar, mas agir e pelos meus atos serei julgado. Prometerei sim, não isolar-me mas ao contrário, partir para uma realidade mais abrangente, onde eu possa integrar o homem como um ser individual, social e político onde meu trabalho tenha um sentido justo.”

Observando de trás para frente, vem a certeza de que agora se inicia a busca pela faculdade depois de árdua luta pela escolha profissional... Da orientação vocacional, passando por amigos, leituras, práticas, entrevistas, visitas ufaaa mas eu consegui. Presto este ano vestibular para Comunicação Social na UFJF.
Todo este processo se deu no CTU - Colégio Técnico Universitário atual IFET.
O Curso de Informática Industrial me proporcionou conhecimentos e experiências ímpares, a saber:

• Primeiro Módulo:

o Ser Representante de Turma do curso de Informática Industrial

"Prometo levar comigo toda vontade de estudar que despertaram em mim e fazer dela uso perfeito em favor da humanidade. Prometo tornar nosso mundo melhor através de minha competência emocional, pois desta Escola, levo o desejo de lutar por causas justas e de ser voluntário. Prometo continuar estudando e me tornar cada vez mais um pesquisador e um aluno brilhante."

• Segundo Módulo:

o Participar do Arraiá do CTU - a melhor Festa Junina de Juiz de Fora com muitas atrações e comidas típicas deliciosas. Além de dançar quadrilha pude trabalhar, juntamente com o Lectur, que organiza este evento, na barraca da “Boca do Palhaço” para angariar fundos.

"Prometo, conservar a beleza do meu sorriso, a espontaneidade de meus atos, o amor pela natureza. O respeito ao próximo, a lealdade para com meus pais, o gosto pelo aprender, a vontade de continuar crescendo, tornando-me um adulto consciente do meu dever. Assim Prometo."



o Além das atividades internas, fiz dois estágios que me proporcionaram grande crescimento, logo no segundo módulo de Informática, ao participar:
  • do projeto Aldeias Infantis SOS no NISC como monitora de informática para crianças moradoras da "Aldeia";
  • e do Projeto EICQ (Escola de Informática e Cidadania Querubins) uma parceria entre UFJF, AMAS e CDINFO a fim de proporcionar inclusão digital nas comunidades.

Como monitora nestes projetos confesso que aprendi muito mais do que ensinei. A convivência ensina mais do que os termos técnicos e a Ciência juntas...

PROFESSOR
“Juro solenemente exercer minha função de orientadora na Educação, administrando com carinho e dedicação as normas, os procedimentos e os currículos de ensino. Juro com o meu exemplo formar mentalidades transmitindo com lealdade, integridade e honestidade os ensinamentos humanos e científicos para que os jovens, por mim orientados, se conscientizem mesmo nas piores crises (moral, política e econômica) de que são cidadãos honrados, patriotas, inteligentes e responsáveis. Assim, realizarei a minha missão – a de educar para a vida.
Assim, solenemente prometo, no desempenho de minhas funções de Educador, transmitir com lealdade, integridade e honestidade os ensinamentos humanos e científicos que façam dos jovens a mim confiados profissionais e cidadãos conscientes, responsáveis e inteligentes; se criar Homens eu conseguir, sentir-me-ei realizado.”

• Terceiro módulo

o Viagem para FEIMAFE no Anhembi em SP com a turma do curso de Mecânica por dois anos consecutivos em 2008 e 2009.

o Ser Tesoureira Geral do GETU (Grêmio Estudantil Técnico Universitário do CTU)

o Organizar visita técnica à Campinas para o curso de Informática Industrial vide inventando-moda.html

o Organizar a Festa da Bixarada como Tesoureira Geral pelo GETU. Esta festa é destinada à recepção de alunos ao CTU e tem como finalidade angariar verba para o grêmio.

“Juro, diante de Deus e da sociedade que fará uso do meu trabalho, que conduzirei meus esforços profissionais com a máxima responsabilidade, utilizando meus conhecimentos para o desenvolvimento, lembrando e respeitando os postulados da ética profissional.”






• Quarto módulo

o Ser Presidente do GETU.


o E, fechando com "chave de ouro", fui escolhida pela turma para o teste de leitura da professora Thereza Videira para a escolha dos 4 juramentistas da cerimônia de Formatura. Passei no teste. E lá fui eu... Boa noite a todos... Eu juro... heheh muito bom!

Técnico
“Prometo que, no cumprimento do meu dever de Técnico, não me deixarei cegar pelo brilho excessivo da Tecnologia, esquecendo-me completamente de que trabalho para o bem do homem e não da máquina. Colocarei todo o meu conhecimento científico a serviço do conforto e desenvolvimento da Humanidade; assim sendo, estarei em paz comigo e com Deus.”


Terminar um ciclo é mais do que dizer "tchau" a um tempo que passou. É reconhecer que valeu a pena cada esforço. É saber que as amizades conquistadas ficarão para sempre. É descobrir o prazer de desenvolver um bom trabalho, mesmo com as dificuldades e esforços inerentes a cada jornada o que exige dedicação, estudo, aperfeiçoamento constante e muito amor pelo que se faz.

Sinto saudades... Mas, nenhum remorso. Tudo foi aproveitado ao máximo.
"Tudo vale a pena se a alma não é pequena", mas quando a alma é grande... dá nisso: Sonho Realizado e Ponto Final.

TÉCNICO EM INFORMÁTICA
“Diante de mim mesmo, prometo e empenho por manter-me digno(a) da carreira que escolhi, buscando em todos os momentos, a integridade moral e profissional. Prometo esforçar-me para que o humanismo e o zelo assinalem, dia-a-dia, meu trabalho e minha vida. Prometo tornar minha ação profissional mais coerente, através de um esforço de reflexão, tornando meu trabalho mais eficiente e cada vez mais efetivo. Prometo não permitir que apenas a lógica de minha profissão se apodere de minha alma, restringindo meu relacionamento com o semelhante. Prometo finalmente, que todos os recursos adquiridos na Informática, e também os que ainda estão por adquirir, sejam utilizados para a construção de uma sociedade mais humana e de um mundo mais realizador.”

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

ORGANIZAÇÃO DE EVENTO: VISITA TÉCNICA

Era Tesoureira Geral do Grêmio Estudantil Técnico Universitário - o GETU, e cursava informática industrial no CTU. Havia milhagem disponível para fazermos Visita Técnica mas não havia iniciativa da coordenação do curso em proporcionar a nós alunos este amadurecimento que as visitas trazem.
Tcharam... Fui atrás da Silvana Facerolli das relações empresariais e do professor Dario Barro s de Oliveira e com autorização deles agendei as visitas tanto no Laboratório Nacional de Luz Síncroton LNLS quanto na Softex. Ambos fazem parte da Companhia de Desenvolvimento do Pólo de Alta Tecnologia de Campinas - o Vale do Silício Brasileiro. Foi demais! Aprendemos muito, a turma ficou mais integrada e voltamos com uma visão diferente de nossa profissão e das possibilidades que ela oferece. Mais informações sobre a área visitada acesse http://pt.wikipedia.org/wiki/Vale_do_Sil%C3%ADcio_brasileiro, e também em http://www.ciatec.org.br/.

Postado em: 2008-08-28 18:54:25 VEÍCULO: Assessoria de Imprensa do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sudeste MG Campus Juiz de Fora - antigo CTU
http://www.ctu.ufjf.br/index.php?centro=noticiatoda.php&id=311

Alunos do curso de Informática visitam a Unicamp

Na semana passada, dia 21 de agosto, alunos do Curso Técnico de Informática do CTU tiveram a oportunidade de visitar o Laboratório de Aceleração de Partículas e a Incubadora de Tecnologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), na cidade de Campinas, em São Paulo. A visita técnica contou com a ida de 38 alunos, acompanhados do Professor Dario Barros de Oliveira.

Na ocasião, os estudantes tiveram uma palestra de abertura e conheceram um laboratório de aceleração de partículas. Lá, lhes foram apresentados os equipamentos utilizados, os locais de pesquisa e os profissionais que atuam no local. Em seguida, o grupo visitou a Softex, incubadora de tecnologia, cuja maioria das empresas que incuba atua na área de programação.

A iniciativa, que partiu de uma aluna do 4º módulo de informática, Carla Baldutti, agradou a todos os alunos do curso. "Foi muito bom, deu para aprender bastante, além de dar um gostinho de começar alguma coisa do tipo", afirmou com entusiasmo Rogerson Nazário, aluno do 5º módulo, a respeito das explicações que teve na incubadora sobre empreendedorismo, criação e incubação de empresas de desenvolvimento de softwares.

A opinião de Luciano Walenty Xavier Cejnog, aluno do 4º módulo de informática, é semelhante. Para ele, a visita foi ótima por ter sido uma experiência nova para os alunos e uma oportunidade de conhecer, na prática, o que é trabalhar na área de informática.

E completa: "A realização dessas visitas é fundamental, visto que através delas, podemos ter uma melhor noção de como o mercado de trabalho funciona, além de obtermos vários conhecimentos extras e de aumentar o vínculo entre os participantes da visita. Isso sem contar que os alunos do curso de Informática saem dessa visita ainda mais unidos".


Assessoria de Comunicação: Mariana do Amaral Antunes


Postado em: 2008-08-28 18:54:25

IMPRESSO - PUBLICAÇÃO NO JORNAL TRIBUNA DE MINAS

Publicada em: 11 de abril de 2008 veículo: SECOM
http://www.ufjf.br/secom/2008/04/11/11-04-2008/



Faltam oportunidades iguais

VEÍCULO: TRIBUNA DE MINAS – ARTIGO

Carla Baldutti Rodrigues
Colaboradora

A questão das cotas em universidades federais reflete um problema de desigualdade social que não é culpa da classe média, e sim culpa de um sistema em que não há distribuição igualitária de renda. Tanto nas escolas públicas quanto nas privadas, o negro é minoria. Não será um indício de que temos (toda a sociedade unida) que incluí-lo inicialmente na escola? Fico pensando ser muita covardia jogar em cima dos jovens de classe média (vestibulandos) a culpa daqueles que escravizaram e exploraram os negros assim como a responsabilidade por amenizar essa questão. O “cursinho” não nos isenta de estudar. Pelo contrário, o volume de matérias é muito maior, o que exige mais dos alunos que, como eu, tiveram uma educação “inferior” em escola pública.

Acho pouco relevante a UFJF manter as cotas para negros, visto que o problema não será resolvido por aí. Quando o negro chega ao ensino médio, ele teve acesso ao mesmo conhecimento que o “branco” que senta ao lado dele. Se lutarmos pela inclusão do negro na escola básica e ele chegar ao ensino médio público ou particular, de forma significativa, talvez haja necessidade de discutir sobre cotas. Até lá, o ideal é as cotas ajudarem a minimizar as desigualdades com 50% de vagas para particular e 50% para pública.

Além disso, Juiz de Fora conta com cursinhos populares visando à inclusão social: o da própria UFJF, o Baobá, o da Prefeitura que atinge várias áreas da cidade, e algumas comunidades oferecem isoladamente. Temos ainda, o Prouni e o financiamento estudantil. Algo muito relevante ao se considerar o elevado número de faculdades particulares nesta cidade. Mas o principal na questão estudantil é estudar. A pessoa como indivíduo tem que lutar pelo que ela quer. Vemos o caso da mulher que sempre foi explorada desde o início dos tempos. Antes da escravidão. A mulher saiu do lar, foi lutar por seu espaço, enfrentou os preconceitos como divorciada, lutou pela liberdade sexual e pelo voto. E hoje é maioria nas faculdades sem ajuda de cotas específica.

E não há o que se dizer sobre raça, já que não há, biologicamente, como nos dividirmos. Somos seres humanos (iguais) e vivemos na mesma sociedade ainda que de formas diferentes… quem não conhece um exemplo de ascensão social de alguém que era muito pobre e lutou? Isso é democracia. As oportunidades estão aí para todos e nada vai ser de graça nem para o mais rico, pois sempre há a concorrência. E isso é individual, portanto, nada utópico. Quando você, negro, lutar pelo que quer com toda sua dificuldade e ascender, seu exemplo inspirará a sua etnia. Não temos dúvidas quanto à capacidade de nenhuma raça, a questão é a falta de oportunidades iguais. Porém, sempre houve desigualdades sociais. Atualmente é melhor porque a democracia permite a ascensão social por mais difícil que seja. Para chegarmos até aqui, muitas pessoas tiveram que travar lutas particulares e em grupos… Boa sorte a todos!