segunda-feira, 3 de outubro de 2016

LEITURA

Vidas, Vozes e Palavras de Mulheres no Rádio: sim, elas podem... de Maria Inês Amarant


Texto atual e propício ao momento da discussão de gênero, a leitura de hoje foi bem elucidativa sobre como o Rádio, veículo inicialmente educativo, se manteve em locais pouco assistidos, como ferramenta de mobilização e engajamento.

A autora cita casos de participação feminina no rádio através de rádios comunitárias e associações de mulheres que usam essa ferramenta para permitir a expressão delas num ambiente machista que é o Radialismo na Comunicação.

A AMARC Brasil disponibiliza espaço, capacitação e encontros para união e geração de debates em torno do machismo na área.

Muitos resultados foram atingidos através de programas como as três experiências  radiofônicas  femininas citadas no artigo:  a  dos  programas Palavra de Mulher Voz da Mulher, da Rádio Educadora e Rádio Difusora de Goiânia, no Estado de Goiás; e o Vida de Mulher,  da  Rádio  Comunitária  Independência, no interior do Ceará. 

Uma interessante questão abordada é a utilização deste veículo em locais em que as pessoas não são alfabetizadas porque privilegia a oralidade sendo, portanto, um meio inclusivo e de amplo e fácil acesso.

O que chama a atenção é a iniciativa partir justamente fora dos grandes centros onde há maior alcance da indústria cultural. Fora deles surge a necessidade de criação de meios de expressão e comunicação eficazes e adequados à realidade local.

O que essas mulheres buscam é mais do que um programa de rádio, é o direito à Comunicação. Poder se expressar e dizer por si mesmas. Como no artigo "Porém ao perder o medo de se expressar, as meninas - lembra Mata (MATA, Maria Cristina (coordenadora). Mulher e rádio popular, 1998, p. 13.) - vão "se descobrindo enquanto agentes de transformação social, não esperando que outros tomem a palavra em seu lugar". Esse exercício da palavra própria representa uma construção cultural da identidade de gênero no espaço público, operando transformações. A primeira delas advém do poder da linguagem."

É o veículo Rádio a favor da democratização do poder da linguagem, mais uma de suas possíveis atribuições.


Artigo Disponível em: http://www.usp.br/alterjor/ojs/index.php/alterjor/article/viewArticle/aj3-a1

domingo, 2 de outubro de 2016

Cobertura das Eleições 2016 para Rádio Facom


Eleições municipais de Juiz de Fora 2016 
Cobertura para Rádio Facom

Como estudante de Jornalismo e bolsista na Rádio Facom da UFJF, fui escalada para entrevistar candidatos, fazer um flash ao vivo com a candidata, pelo PSOL, Maria Ângela, na parte da manhã. No vídeo que segue, do site Tribuna de Minas, entrevisto a candidata para o Flash ao vivo.



 
Logo depois foi a vez de entrevistar, Noraldino Júnior do PSC. Confira o vídeo e o áudio

E, na sequência, foi a coletiva com Layette Andrada do PSD. Confira o vídeo e o áudio.



À tarde fiz a operação técnica, locução e produção no Estúdio Professor Mário Manzolilo de Moraes.

Agradecimento aos colegas de trabalho da Facom e nas coletivas, em especial, à equipe da Itatiaia. Foi muito gratificante e de enorme aprendizado. 

Seguem as minhas imagens dessa cobertura:














































quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Visita à Redação do Tribuna de Minas

Atividade de Mergulhão de Hipermídia


A visita à redação foi bem marcante. Profissionais entrando e saindo o tempo todo, uma dinâmica e um clima amistoso desde a portaria até a redação.

Conversamos com os repórteres e com o editor de internet do portal Tribuna de Minas, Wendell Guiducci. É sempre muito bom ver na prática como funciona. 

Falar de Jornalismo na internet é falar de novidade e estar aberto para mudanças constantes e experimentação. Como nas palavras do editor "O que dava certo antes, agora já não funciona; e o que funciona bem hoje, amanhã não dá para saber se vai continuar".

Mas uma coisa não muda nunca: o valor de uma matéria bem apurada. Foi o que ele ressaltou ao falar sobre as atualizações constantes que um portal permite à medida que são confirmados os fatos.

A repórter de internet Juliana Netto conversou com nossa turma sobre a grande participação popular através de redes sociais e reforçou a necessidade de confirmar, cada sugestão e imagem que chega, para evitar erros.

O furo caiu em desuso mas a apuração se tornou o carro-chefe, assim o editor nos tranquilizou sobre a importância de nossa profissão na "Era da Informação". Pois com tanta informação como saber o que é confiável? Cabe ao Jornalista apurar para responder em suas matérias.

Valeu conhecer o ambiente e um pouco da rotina de fechamento de um site de noticias.

Atividade da Disciplina Técnica de Produção em Hipermídia sob supervisão de Júlia Pessôa.








sábado, 24 de setembro de 2016

PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS

Roda de Conversa com Leda Nagle


A Roda de Conversa, realizada pelo Sesc, foi no Teatro do Colégio Cristo Redentor/Academia de Comércio (rua Halfeld, 1.179, Centro), e começou 19h.
    
O tema da conversa foi Relações entre arte, educação e mídia: o jornalista enquanto mediador. A mediação maravilhosa foi da pesquisadora Gilze Bara.

Leda Nagle é jornalista e escritora. Atualmente comanda o programa Sem Censura, na TV Brasil. Depois de concluir a faculdade de Jornalismo na Universidade Federal de Juiz de Fora, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde construiu uma sólida carreira na mídia, tendo contribuído com alguns dos mais importantes veículos de comunicação do país. 

Emocionante conhecer uma jornalista que inspirou minha escolha profissional. O Sem Censura é um programa que assisto há muitos anos. Todo sucesso do programa parte de uma preparação enorme da profissional que estuda para entrevistar mas só faz as perguntas na hora para o bate-papo ficar espontâneo, como ela explicou.

E a sensação é a de que estamos juntos na conversa perguntando por ela. Tem muito conhecimento mas muitas vezes parece um programa leve da tarde. Isso motiva a jornalistar. Não tem que ser chato ou sério mas a fonte dá tudo de si e é esmiuçada com as questões e a participação de todos, inclusive do público.

Ela transparece todo o conhecimento, e ao falar sobre educação, sugeriu o ensino de civilidade nas escolas para que as pessoas respeitem os outros no trânsito e não apenas na sala de aula.

A jornalista de Juiz de Fora contou como faz para selecionar as fontes, que fica ligada em tudo o que acontece, assiste peças, participa de eventos e diante de personagens interessantes ela já convidou um médico da cidade fazendo compras depois de uma conversa informal. Ela respira o Jornalismo e o entrevistar é um processo vital, o programa representa o que ela é.

Sobre internet e os novos programas Talk Show, ela frizou que deve-se usar o controle remoto com o poder que ele permite. Tem espaço para tudo e quem seleciona é o expectador que muitas vezes reclama mas não pára de assistir.

Ela não tinha interesse em TV e enquanto aguardava uma contratação no impresso foi fazer uma experiência, se apaixonou pelo veículo e, somente no Sem Censura da TV Brasil são mais de 20 anos de sucesso.

Na visão dela quem quer contruir uma carreira consegue. E cada um encontra seu caminho não precisa se preocupar com mercado mas buscar o que gosta de fazer.

Foi emocionante abraçá-la, encontrar Gilze Bara, reencontrar colegas da Facom e conhecer Lucas Gabriel.











 

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Cobertura de Evento ao vivo por Redes Sociais

Atividade de Mergulhão de Hipermídia

Matéria no Facebook: Cineclube Bordel "Sem Fronteiras"

Foi em dupla, eu no MAMM e Gabriel Oliveira na "redação" na sala da Facom. Entrevistei participantes, tirei fotos do local, entrevistei o responsável pelo projeto de nossa pauta: O Cineclube Bordel Sem Paredes.

Tudo começou por volta de uma da tarde quando, por telefone, fizemos nossa reunião de pauta para definir o teor das postagens ao vivo, uma das regras da atividade.

Combinamos uma chamada para a matéria meia hora antes do evento para que eu tivesse prazo para encontrar um ponto de internet e poder enviar os depoimentos coletados.

Logo depois seria entrevista com o coordenador do projeto e a correria para enviar enquanto o colega de dupla edita o que recebe e transforma em texto.

O grande desafio: traduzir o que foi feito na visão da presença para alguém ausente escrever na plataforma.

E a parte técnica? Um dilema. Bateria acaba. Internet não tem... Tem que enviar e postar para o colega produzir. E agora?!

Conclusão, a matéria mais interessante e com a sensação de ao vivo por ter sido mesmo em tempo real.

Foi nesquecível por todas as pessoas que colaboraram para dar certo.

Atividade da Disciplina Técnica de Produção em Hipermídia sob supervisão de Júlia Pessôa.




quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Coletiva de Imprensa em cobertura para Redes Sociais

Atividade para Mergulhão de Hipermídia


A atividade em dupla começou na primeira parte da aula quando fizemos a pesquisa, definimos o que cada um ia fazer, depois as questões básicas foram criadas e definimos a angulação: processo criativo do diretor.

Na segunda parte da aula, através de celular, participamos da coletiva com o diretor de teatro Rodrigo Portella. Parte do exercício era fazer uma chamada em rede social, ao vivo, sobre o evento.

Depois durante uma longa, e muito interessante conversa com o roteirista, a angulação se confimou pois ele disse ser movido a premiação e a inovar com interação.

Assim, com todo material gravado, partimos para a criação da matéria na aula seguinte.

Atividade da Disciplina Técnica de Produção em Hipermídia sob supervisão de Júlia Pessôa.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS

Oficina de Jornalismo Cultural

Hoje participei de um evento muito instigante: a oficina de Jornalismo Cultural ministrada pelos integrantes do Coletivo Avenida Independência. A iniciativa é do D.A. da Faculdade de Jornalismo da UFJF que promoveu uma recepção de calouros com troca de conhecimentos e oficinas.

http://www.dawhfacom.com/Primeiro pela teoria e abertura, e mais ainda pela iniciativa de capacitar os integrantes e gerar Jornalismo mais amplo com experimentação e assinatura individual, o projeto é encantador.

São profissionais e alunos de graduação engajados na ideia que surgiu em uma disciplina opcional da Facom mas ganhou vida própria e parceiros de fora.

A oficina mostrou que é possível fazer diferente e ainda buscar qualidade e aprofundamento ao tratar especificamente de cultura. Esse novo olhar sobre a música autoral em Juiz de Fora está presente na 3ª edição da revista on line, apresentada durante o evento, para ilustrar os conhecimentos através de seu processo de criação.

Vale a pena conhecer, no site, o trabalho do Coletivo Avenida Independência e descobrir alternativas para jornalistar! Inclusive eles oferecem espaço para colaboração com textos sobre música autoral em Juiz de Fora.





quarta-feira, 31 de agosto de 2016

PUBLICAÇÃO

Está no ar: Veja o Bem – o portal de boas notícias


Lançado hoje o portal que endereça as matérias tema desse blog. 

Atividade da Disciplina Técnica de Produção em Hipermídia é a oportunidade de gerar contéudo de qualidade e estender o projeto inicial do Blog.

Feito especificamente para gerar matérias de coisas boas que estão acontecendo, assim como para mostrar as atividades positivas nas quais as pessoas se engajam, é para mim o momento de mostrar a opção no Jornalismo.

São matérias de nicho, conteúdo oposto ao da grande mídia com o intuito de atender quem não consegue acompanhar, por conta da escolha das pautas, o Jornalismo diário.

As produções são semanais, publicadas no site, sob supervisão de Telma Johnson.

Acesse o site VEJA O BEM




terça-feira, 30 de agosto de 2016

OPINIÃO


Preço x Valor
Aulas de Marketing tratam disso, aulas de Comunicação se apoiam nisso, empresas usam isso, consumidores pesquisam isso.
Me vi mais de uma vez feliz ao pagar “barato” ou o que considero o preço justo de um produto. Já fui criticada por pesquisar preços e até por pechinchar, negociar ou comprar em brechós.
Mas já vi muita gente levar “gato por lebre” por causa de uma imagem criada para valorizar algo que não vale aquilo que demonstra.
Isso é válido para quase tudo. O valor do produto se refere à necessidade que você tem de obter, a utilidade, a escassez no mercado, quanto foi gasto para criá-lo e fazê-lo chegar até você. Mas principalmente, hoje em dia, está associado à imagem construída sobre um produto.
Por isso, eu escolho quanto estou disposta a pagar por algo. Olho além das imagens ilusórias, analiso o quanto preciso, calculo quanto vale pelo material, onde posso encontrar mais fácil e se realmente me atende no que quero, pois a imagem sobre ele pode não ser condizente com a realidade do que oferece.
Em tudo que se pretende conquistar/consumir é interessante observar as imagens falsamente criadas para estabelecer um desejo de obter algo que você nem quer e nem precisa de fato. Isso é bem corriqueiro. Somos infestados de propagandas, influências que nos dizem o que devemos querer e como devemos proceder. Hábitos que geram necessidades de consumo.
Mas em nós reside um ideal interno e uma vontade espontânea para aquilo que realmente nos interessa. Por exemplo, achei uma promoção incrível de prendedores de cabelo: o anúncio era atrativo, uso o produto diariamente, o preço era bom e pela quantidade valia mesmo o investimento. Porém, na prática o dinheiro foi perdido, uma vez que vi aqueles prendedores por mais de 6 meses na caixinha sendo que eu usara apenas 2 unidades no período.
Tudo bem que o montante foi baixo e os objetos viraram cortesia para minhas amigas, mas não fosse isso o valor gasto ficaria empacado na gaveta por muito tempo. Até porque eu já queria outro modelo antes de terminar de doar todos.
Em todo momento sentimos o que consumir, ainda que a imagem criada sobre algo nos diga que devemos querer o que “todos querem”, vale sempre seguir a intuição que diz “o que vale para mim”.
Confiemos mais no interior pois ele sabe o real valor de cada coisa para nós, algo que nenhuma técnica de venda vai conseguir.