terça-feira, 30 de agosto de 2016

OPINIÃO


Preço x Valor
Aulas de Marketing tratam disso, aulas de Comunicação se apoiam nisso, empresas usam isso, consumidores pesquisam isso.
Me vi mais de uma vez feliz ao pagar “barato” ou o que considero o preço justo de um produto. Já fui criticada por pesquisar preços e até por pechinchar, negociar ou comprar em brechós.
Mas já vi muita gente levar “gato por lebre” por causa de uma imagem criada para valorizar algo que não vale aquilo que demonstra.
Isso é válido para quase tudo. O valor do produto se refere à necessidade que você tem de obter, a utilidade, a escassez no mercado, quanto foi gasto para criá-lo e fazê-lo chegar até você. Mas principalmente, hoje em dia, está associado à imagem construída sobre um produto.
Por isso, eu escolho quanto estou disposta a pagar por algo. Olho além das imagens ilusórias, analiso o quanto preciso, calculo quanto vale pelo material, onde posso encontrar mais fácil e se realmente me atende no que quero, pois a imagem sobre ele pode não ser condizente com a realidade do que oferece.
Em tudo que se pretende conquistar/consumir é interessante observar as imagens falsamente criadas para estabelecer um desejo de obter algo que você nem quer e nem precisa de fato. Isso é bem corriqueiro. Somos infestados de propagandas, influências que nos dizem o que devemos querer e como devemos proceder. Hábitos que geram necessidades de consumo.
Mas em nós reside um ideal interno e uma vontade espontânea para aquilo que realmente nos interessa. Por exemplo, achei uma promoção incrível de prendedores de cabelo: o anúncio era atrativo, uso o produto diariamente, o preço era bom e pela quantidade valia mesmo o investimento. Porém, na prática o dinheiro foi perdido, uma vez que vi aqueles prendedores por mais de 6 meses na caixinha sendo que eu usara apenas 2 unidades no período.
Tudo bem que o montante foi baixo e os objetos viraram cortesia para minhas amigas, mas não fosse isso o valor gasto ficaria empacado na gaveta por muito tempo. Até porque eu já queria outro modelo antes de terminar de doar todos.
Em todo momento sentimos o que consumir, ainda que a imagem criada sobre algo nos diga que devemos querer o que “todos querem”, vale sempre seguir a intuição que diz “o que vale para mim”.
Confiemos mais no interior pois ele sabe o real valor de cada coisa para nós, algo que nenhuma técnica de venda vai conseguir.

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