Terra - Planeta Água
Estava
ouvindo Guilherme Arantes “Terra,
planeta água, Terra, planeta água”
e me deu curiosidade, uma série de questões passaram
em minha mente. Ela é fundamental para nossa sobrevivência e, ainda assim,
falamos sobre isso somente em datas comemorativas ou políticas e na escola.
Resolvi pesquisar um pouco e trazer um panorama atual da
água.
Na
mesma data a ONU também divulgou um importante documento: a
“Declaração Universal dos Direitos da Água”.
Este texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações
que servem para despertar a consciência ecológica da população e
dos governantes para a questão da água.
“Art.
4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da
preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer
intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da
vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da
preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.”
Disso concluo que somos
privilegiados pois podemos usar este bem natural mas somos responsáveis
por sua conservação e cuidado.
Diante de toda essa importância mundial, pensei na situação aqui
em Minas Gerais e procurei um profissional para saber. A entrevista
segue abaixo:
Leonardo
Joviano Peroni é geógrafo, formado pela Universidade Federal de Juiz de Fora,
trabalha na cidade administrativa de BH como Analista Ambiental do
Instituto Mineiro de Gestão das Águas - IGAM, órgão vinculado a
Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
- SEMAD. Lá ele desenvolve estudos técnicos referentes a cobrança
pelo uso de recursos hídricos e atende usuários e empresas.
Qual
a situação atual dos recursos hídricos de Minas Gerais?
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| Leonardo Peroni é o primeiro, da direita para a esquerda |
Com
a implementação dos instrumentos de gestão e as parcerias do
Estado de Minas Gerais com a iniciativa privada, foram alcançadas
metas de despoluição que chegam a 68% dos cursos d'água, mas ainda
tem muito o que ser feito.
Como
acontece a distribuição da licença para a CESAMA administrar os
recursos?
R:
A CESAMA (Companhia de Saneamento Municipal de Juiz de Fora) é um usuário outorgado pela Agência Nacional de Águas
(ANA) e pelo IGAM (Instituto Mineiro de Gestão das Águas). A captação é superficial, ou seja, diretamente
no rio por meio de um barramento com acumulação superior a 5000 m³
(5 milhões de litros). O que a concessionária cobra do usuário é
o tratamento da água que chega à sua residência.
Como
é feita a fiscalização do trabalho da CESAMA?
Como
os usuários/consumidores mineiros são representados nas decisões
referentes à defesa de nossas Bacias Hidrográficas?
R:
Os usuários e as comunidades são representados pelos Comitês de
Bacias Hidrográficas, órgãos colegiados, com funções
deliberativas e normativas, com abrangência na bacia hidrográfica
da qual fazem parte. Juiz de Fora é representada pelo Comitê de
Bacia Hidrográfica PS1 (Paraíba do Sul 1).
O
que justifica o custo do serviço para o consumidor em relação à
água?
R:
A empresa apenas cobra o usuário pelo tratamento da água, e esta
também é um usuário de água perante o Estado.
Quais
serão os próximos rumos de debate e ação para os recursos
hídricos de Minas Gerais?
R:
Será a consolidação da gestão de recursos hídricos e a
implementação de seus instrumentos de gestão (Planos Diretores de
Recursos Hídricos, enquadramento de cursos d'água, outorgas
emitidas, cobrança pelo uso da água, sistema de informação sobre
recursos hídricos e fiscalização), no Estado de Minas Gerais.
Para
quem quer saber mais, tirar dúvidas ou pesquisar sobre recursos
hídricos o que você indica?
R:
Sites de interesse: www.igam.mg.gov.br
e www.ana.gov.br
O
que tem sido feito para reduzir a poluição hídrica? Existe uma
política ambiental de conscientização e/ou punição para quem
elimina dejetos em rios, por exemplo?
R:
Além da mobilização de comitês de bacia e de comunidades, e ações
de fiscalização ambiental, temos a lei nº 6938/81 (Política
Nacional de Meio Ambiente).
Qual
o panorama de nossa realidade quanto ao cuidado com nossas águas?
R:
Se cuidarmos e conservarmos o que temos hoje, nossas matas e nossos
rios, poderemos nos considerar o povo mais rico do mundo por muitas
gerações.
Muito bom saber que existem leis de proteção para as águas e também para o Meio Ambiente. Mas a responsabilidade pela preservação dos recursos é de todos, deve ser diária e calcada em bons hábitos de utilização e preservação. Para saber as mais recentes medidas tomadas com relação à água, encontrei uma entrevista do "NBR Entrevista" com o especialista em recursos hídricos da ANA, Marco Neves falando sobre a necessidade de criação de políticas públicas para tratamento dos recursos hídricos em cada região, diante da distribuição heterogênea no país.Veja:
E, também, um vídeo do Governo de Minas Gerais
Talvez ainda seja insuficiente e muito "no papel", mas algumas medidas vêm sendo tomadas pelos órgãos responsáveis. Faça a sua parte!



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