segunda-feira, 17 de agosto de 2020

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Hoje a leitura no grupo de pesquisa Comcime do PPGCom UFJF, foi o capítulo "O jardim como ruína" do livro "Memórias do passado-presente: modernismos, artes visuais, políticas da memória" de Andreas Huyssen.

As discussões giraram em torno de como os jardins representam o controle do homem sobre a natureza, mas que ao serem abandonados na modernidade, deixam ruínas para o presente que mostram a expansão natural como "revolta", rebelião.

A temática do texto analisa o olhar do pintor que se interessa justamente pelos restos que fazem sucesso nas exposições na medida em que evidenciam ruínas como marcos temporais e o fetiche da máquina e do progresso.

Quando os jardins enquanto espaços de contemplação dão lugar às estufas de vidro e metal, eles são abandonados por não terem mais utilidade na lógica capitalista de lucro. É a perda da natureza pela urbanização e industrialização. 

Apesar da sensação de melancolia a beleza das ruínas, o passado nestes espaços, atrai no presente a atenção das pessoas apresentado na cultura atual. 

A valorização da memória no presente resgata na cultura os vestígios do passado.

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